Avião que caiu nunca havia feito a rota sem paradas para abastecimento

  • Postato por maurilio em Quinta 01 12-2016 19:56
Avião que caiu nunca havia feito a rota sem paradas para abastecimento

No último ano, o avião da companhia aérea Lamia não havia feito nenhum outro voo direto na mesma rota que levava a delegação da Chapecoense. O avião Avro RJ-85 já havia realizado dois voos em agosto entre Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e Medelín, na Colômbia. Nas duas oportunidades, no entanto, o avião fez uma parada em Cobija, no norte da Bolívia, para reabastecimento.

O voo entre Santa Cruz de la Sierra e Cobija durou cerca de 1h30. Nas duas oportunidades, o avião ficou parado menos de uma hora para o abastecimento. O trecho seguinte entre Cobija e Medelín levou mais 3h15. Com isso, o avião pôde chegar ao destino final com combustível suficiente para pelo menos mais uma hora de voo, como exige a legislação boliviana.

Quando viajou para Barranquila, também na Colômbia, o time da Chapecoense utilizou o mesmo avião. Naquela oportunidade, no entanto, a aeronave fez uma escala de abastecimento também em Cobija. Da cidade boliviana até o norte da Colômbia, o voo durou 3h56.

No voo de volta, o avião fez a rota Barranquila até Cobija em 3h50. O avião ficou parado por 48 minutos para reabastecimento antes de seguir para Foz do Iguaçu. O trecho final da viagem durou mais 3h13.

Voos no limite da autonomia

Não foram raras as vezes que o avião da Lamia fez rotas no limite de sua autonomia de voo. No dia 4 de novembro, depois de fazer o trecho de ida com uma escala, o avião voltou de Medelín para Santa Cruz de la Sierra em um voo direto que durou 4h33.

Esse foi o voo mais longo já feito pelo avião neste ano. Nos dias 29 de outubro e 22 de agosto, o avião havia feito a mesma rota, mas os voos tinham sido ligeiramente mais rápido, com duração de 4h32 e 4h28, respectivamente.

Apesar de ligar as mesmas cidade, os voos de ida e volta não podem ser comparados igualmente em virtude de fatores como direção predominante dos ventos na rota e altitude dos aeroportos de decolagem, por exemplo.

Em 28 de outubro, o Avro RJ-85 fez um voo bem semelhante ao que acabou acidentado com o time brasileiro. O avião partiu de Cochabamba para Medelín em uma viagem sem escala que durou 4h27.

Quando voou com a Lamia, Lionel Messi e toda a seleção da Argentina também teve de encarar um voo de mais de quatro horas. A viagem entre Buenos Aires e Belo Horizonte, na qual havia apenas sete jogadores, durou 3h29. Na volta, no dia 11 de novembro com o time completo, a viagem teve duração de 4h04.

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